quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Os Calendários

Cada povo tem a sua forma de marcar o tempo. É por isso que temos e tivemos vários tipos de calendários durante nossa história. Alguns já saíram de circulação, outros ainda são utilizados nos dias atuais. A matéria desta semana vai falar sobre os vários tipos de calendários que existiram ou que ainda existem:

Os Calendários Maias: Os calendários Maias são considerados os mais bem elaborados das antigas civilizações pré-colombianas. Na verdade os Maias tinham 2 calendários, um calendário religioso de 260 dias religiosos, com 13 meses de vinte dias; e um calendário solar de 365 dias, constituído por 18 meses de vinte dias e mais cinco dias que não pertencem a nenhum mês e são acrescentados ao calendário para complementar o ano. Esses cinco dias eram considerados de azar.

Calendário Gregoriano ou Juliano: O calendário Juliano foi estabelecido em Roma por Júlio César no ano 46 a.C. Adotou-se um ano solar de 365 dias, dividido em 12 meses de 29, 30 ou 31 dias. O esquema dos meses foi reformulado posteriormente para que o mês de agosto, assim nomeado em honra ao imperador Augusto, tivesse o mesmo número de dias que o mês de julho, cujo nome é uma homenagem a Julio César. Porém, como o ano trópico é de 365,25 dias, com o passar dos anos se registraria um adiantamento na data do equinócio da primavera. Caso fosse mantido o calendário Juliano, haveria um adiantamento de seis meses no início das estações, num período de 20.200 anos. Para evitar o problema, o Concílio de Trento, reunido em 1563, recomendou ao papa a correção do calendário e a utilização do ano bissexto, que alteraria a data da Páscoa, em virtude dos ciclos de concordância das lunações com o ano solar. Finalmente, em 1582, o papa Gregório XIII, aconselhado por astrônomos, em particular por Luigi Lílio, obteve o acordo dos principais soberanos católicos e, através da bula Inter gravissimas, de 24 de fevereiro, decretou a reforma do calendário, que passou, em sua homenagem, a chamar-se gregoriano, e é utilizado até hoje. Apesar de representar um avanço, o calendário gregoriano demorou para ser aceito, principalmente em países não-católicos, por motivos sobretudo político-religiosos.

Calendário Hebraico: Os judeus não utilizam o calendário gregoriano, em grande parte para que sua Páscoa não coincida com a cristã. O ano israelita civil tem 353, 354 ou 355 dias; seus 12 meses são de 29 ou trinta dias. O ano intercalado tem 383, 384 ou 385 dias. O calendário hebraico começa a contar o tempo histórico a partir do que os judeus consideram o dia da criação. No calendário gregoriano, tal data corresponde a 7 de outubro de 3761 a.C. Ou seja, segundo os judeus estamos no ano 5771 do ano hebraico.

Calendário muçulmano: A civilização islâmica adotou o calendário lunar. Neste calendário o ano se divide em 12 meses de 29 ou trinta dias, de forma que o ano tem 354 dias. A origem do calendário muçulmano se fixa na Hégira, que comemora a fuga de Maomé, da cidade de Meca para Medina, que coincide com o dia 16 de julho de 622 d.C. Desta forma, estamos no ano 1388 do calendário Muçulmano.

Calendário Chinês: O calendário chinês é o mais antigo registro cronológico de que se tem registro na história. É um calendário que se utiliza tanto do Sol quanto da Lua. A partir dele surgiu o horóscopo chinês. Cada ano possui doze lunações acarretando em um total de 354 dias. Para não se perder a sincronia com o ciclo solar (de 365,25 dias), são acrescentados a cada oito anos noventa dias ao calendário, ou, aproximadamente duas lunações. Desta forma não se perde a sincronia nem com o ciclo solar, nem com o lunar. Por isso, considera-se que o calendário chinês é lunissolar. Em 2010, estamos no ano 4708 do calendário chinês.

1 Comentários:

Blogger ASTRONOMIA disse...

Felizes são aqueles que transferem seus conhecimentos... Desde as edificações das pirâmides de Giza no Egito retratado o Órion *** por conta de' a expansão das estrelas * * * ficou cada vez mais difícil falar do tempo e do espaço.

17 de dezembro de 2010 às 05:06  

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