domingo, 24 de março de 2013

Essa é do Ano Passado que não foi publicada: 100 anos da Guerra do Contestado

A Guerra do Contestado ocorreu entre 1912 e 1916, e envolveu cerca de 20 mil camponeses contra o exército republicano. Ela ocorreu em uma região que ficava entre o estado do Paraná e de Santa Catarina e recebeu esse nome por acontecer em uma área que era contestada pelos dois estados. O conflito teve duas causas principais: a falta de terra para trabalhar e a construção da estrada de ferro que ligaria São Paulo ao Rio Grande do Sul e que passaria pela região. A empresa construtora da ferrovia com apoio dos coronéis locais conseguiu do governo a propriedade de uma faixa de terra de 30 quilômetros, 15 de cada lado da estrada. Isso provocou a expulsão da população que vivia as margens da estrada de ferro. Ao mesmo tempo, a empresa construtora comprou 180 mil hectares de terra na região, onde implantou uma madeireira destinada à exploração de madeira. Essa medida também desalojou muitos moradores do lugar. Para agravar a crise nessa região, cerca de 8 mil trabalhadores da estrada de ferro ficaram desempregado quando terminou a obra, A guerra do contestado também teve um forte apelo religioso, pois na época, havia na região alguns beatos que atraíam milhares de seguidores. Um deles era o monge José Maria. Segundo as autoridades, esse beato era inimigo do governo pois ele causava sofrimento ao povo. Este monge defendia a criação de um novo mundo, onde vigoraria a lei de Deus e todos teriam terra para plantar, além de paz, prosperidade e justiça. Sentindo-se ameaçados, os coronéis e o exercito passaram a perseguir os beatos e seus fiéis. Essa perseguição acabou provocando conflitos armados na região dando origem à guerra. Muitos morreram nesses confrontos, principalmente os camponeses que lutavam com espingardas de caça, facões e foices contra soldados do exercito e homens armados pelos coronéis. A guerra só terminou em 1916, com a prisão do último chefe revoltoso.
 
Mapa da Guerra do Contestado

0 Comentários:

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial