Principais torturas utilizadas na ditadura militar no Brasil (1964-1985)
Durante a Ditadura Militar que aconteceu no
Brasil no período de 1964 até 1985, foram utilizadas mais cem formas de
torturas. A tortura era empregada, principalmente para obter informações de
pessoas envolvidas na luta contra os militares. As principais formas de
torturas foram:
Cadeira do dragão: Nessa espécie
de cadeira elétrica, os presos sentavam pelados numa cadeira revestida de zinco
ligada a terminais elétricos. Quando o aparelho era ligado na eletricidade, o
zinco transmitia choques a todo o corpo. Muitas vezes, os torturadores enfiavam
na cabeça da vítima um balde de metal, onde também eram aplicados choques;
Pau-de-arara: É uma das mais
antigas formas de tortura usadas no Brasil - já existia nos tempos da
escravidão. Com uma barra de ferro atravessada entre os punhos e os joelhos, o
preso ficava pelado, amarrado e pendurado a cerca de 20 centímetros do chão.
Nessa posição que causa dores atrozes no corpo, o preso sofria com choques,
pancadas e queimaduras com cigarros;
Choques elétricos: As máquinas
usadas nessa tortura eram chamadas de "pimentinha" ou
"maricota". Elas geravam choques que aumentavam quando a manivela era
girada rapidamente pelo torturador. A descarga elétrica causava queimaduras e
convulsões - muitas vezes, seu efeito fazia o preso morder violentamente a
própria língua;
Espancamentos: Vários tipos de
agressões físicas eram combinados às outras formas de tortura. Um dos mais
cruéis era o popular "telefone". Com as duas mãos em forma de concha,
o torturador dava tapas ao mesmo tempo contra os dois ouvidos do preso. A
técnica era tão brutal que podia romper os tímpanos do acusado e provocar
surdez permanente;
Soro da verdade: O tal soro é o
pentotal sódico, uma droga injetável que provoca na vítima um estado de
sonolência e reduz as barreiras inibitórias. Sob seu efeito, a pessoa poderia
falar coisas que normalmente não contaria - daí o nome "soro da
verdade" e seu uso na busca de informações dos presos. Mas seu efeito é
pouco confiável e a droga pode até matar;
Afogamentos: Os torturadores
fechavam as narinas do preso e colocavam uma mangueira ou um tubo de borracha
dentro da boca do acusado para obrigá-lo a engolir água. Outro método era mergulhar
a cabeça do torturado em um balde, tanque ou tambor cheio de água, forçando sua
nuca para baixo até o limite do afogamento
Geladeira: Os presos ficavam
pelados numa cela baixa e pequena, que os impedia de ficar de pé. Depois, os
torturadores alternavam um sistema de refrigeração superfrio e um sistema de
aquecimento que produzia calor insuportável, enquanto alto-falantes emitiam
sons irritantes. Os presos ficavam na "geladeira" por vários dias,
sem água ou comida
Obs:
Essas práticas (torturas) utilizadas em um dos momentos mais terríveis da
história do Brasil devem ser combatidas e não imitadas!

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