Especial 50 Anos da Ditadura Militar no Brasil (1964 - 1985)
A
Ditadura Militar foi o período da política brasileira em que os militares
governaram o Brasil. Esta época vai de 1964 a 1985. Caracterizou-se pela falta
de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política
e repressão aos que eram contra o regime militar.
O golpe militar de 1964: A crise política se iniciou com a
renúncia de Jânio Quadros à presidência do Brasil em 1961. Pela constituição assumiria
seu vice, João Goulart (Jango). Jango estava em visita oficial à China. Assumiu
interinamente o governo, o presidente da câmara, Ranieri Mazzilli. As elites
brasileiras tentaram impedir a posse de Jango pois viam-no como comunista e
usaram a própria visita à China como argumento. Grupos militares e políticos
anticomunistas estavam dispostos a impedir a posse de Jango. Este era ameaçado
de ser preso caso desembarcasse no Brasil. Mas esses grupos encontraram
resistência, especialmente no Rio Grande do Sul, onde o governador Leonel Brizola liderou a “Campanha da
Legalidade”, com o apoio dos próprios militares daquele estado. Os legalistas
defendiam o cumprimento da Constituição, a qual afirmava que, com a renúncia do
presidente quem deveria assumir o governo era o vice-presidente. Os golpistas
perceberam que, se insistissem em impedir a posse do vice-presidente eleito, o
país ficaria ameaçado por uma guerra civil. O congresso encontrou uma solução:
Jango assumiria a presidência, mas seria adotado o sistema parlamentarista. Quem governaria seria um primeiro-ministro,
escolhido pelo congresso. Com isso, esperava-se diminuir o poder do presidente.
Jango, contudo, não concordava com a limitação de seus poderes e pretendia
fazer reformas anunciadas durante a campanha eleitoral. Encaminhou ao congresso
um projeto de lei concedendo o 13º salário aos trabalhadores. O congresso não
aprovou a lei. Os trabalhadores começaram a fazer greves em apoio a Jango. Em janeiro de 1963, o presidente
promoveu um plebiscito, pedindo aos eleitores que se manifestassem a favor do
parlamentarismo ou do presidencialismo. A maioria dos eleitores apoiou a volta
do presidencialismo. Em dezembro de 1963, com os poderes de volta, Jango
decretou o monopólio estatal sobre a importação de petróleo; em janeiro de
1964, estabeleceu o controle sobre os lucros que as multinacionais mandavam
para fora do país. Em março de 1964, Jango anunciou vários decretos. Entre
eles, a nacionalização das refinarias particulares de petróleos e a
desapropriação das propriedades com mais de 100 hectares para fins
de reforma agrária. O programa de reformas de Jango incluía ainda, uma reforma
eleitoral, concedendo o direito a voto aos analfabetos; reforma universitária,
aumentando o número de vagas nas universidades públicas; reforma bancaria;
reforma urbana, etc. Entretanto, o presidente não teve tempo para realizar seu
programa. Um golpe militar derrubou Jango em 1º de Abril de 1964.


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