Especial 50 anos da Ditadura no Brasil: O Governo de Castelo Branco
Destituído o presidente, os três ministros militares (exército, aeronáutica e marinha), assumiram o comando do país. Passaram por cima da Constituição e do Congresso e atribuíram ao governo militar poderes excepcionais. Fizeram isso através de Atos Institucionais. O primeiro desses atos, o AI–1, foi baixado em abril de 1964. Esse ato estabeleceu eleições indiretas para presidente, autorizava o presidente a cassar mandatos e suspender direitos políticos por dez anos, e suspendia por seis meses as garantias constitucionais. Foi escolhido para presidente, o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, assumindo a presidência em 15 de Abril de 1964 até março de 1967. O primeiro ato do governo Castelo Branco foi anular as reformas de Jango e iniciou uma violenta opressão contra aqueles que faziam oposição ao regime militar. Cassou os direitos de 378 pessoas, (incluindo 3 ex-presidentes, 6 governadores e 55 membros do congresso); demitiu 10 mil funcionários públicos e mandou investigar 40 mil pessoas. Baixou novos atos institucionais (AI–2 e o AI-3). O primeiro estabeleceu maiores poderes para o presidente, o fim dos antigos partidos políticos e a criação de apenas dois ARENA (Aliança Renovadora Nacional) e um de oposição moderada (MDB – Movimento Democrático Brasileiro). Já o AI-3, instituiu que os governadores e vice-governadores também seriam eleitos indiretamente e os prefeitos das capitais seriam nomeados pelos governadores; os prefeitos passaram a ser nomeados pelos governadores de comum acordo com o presidente. Os políticos, estudantes, intelectuais, sindicalistas e outras pessoas que passaram a criticar e combater o governo foram perseguidos com ameaças de prisão, cassação e exílio. Em janeiro de 1967, foi assinada uma nova constituição que dava grandes poderes ao presidente.


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