Especial 50 Anos da Ditadura no Brasil: Governo Médice
Quando o general Médici assumiu a presidência, grupos armados contra a ditadura já estavam atuando nas grandes cidades do país. Esses grupos eram chamados de guerrilhas, e partiram para a oposição armada contra o governo. Seus líderes eram políticos cassados e ex-militares, que tinham o apoio de estudantes e operários. Podemos destacar como principais personagens dessas guerrilhas: Carlos Marighela e Carlos Lamarca. As ações mais frequentes desses grupos eram assaltos a bancos para conseguir dinheiro para a luta armada; assaltos a instituições militares e policiais para conseguir armas; sequestros de diplomatas estrangeiros para trocá-los por presos políticos; ataques contra quartéis. Desta forma, o governo reprimiu duramente a guerrilha. Centenas de pessoas foram presas, torturado e mortas. Inclusive Marighela e Lamarca. Muitos foram torturados para revelar o nome dos companheiros de lutas e os planos das organizações a que pertencia. Ao mesmo tempo em que conseguiu eliminar a resistência armada ao regime militar, Médici estabeleceu uma forte censura contra a imprensa e à produção cultural. Desta forma, a população era levada a crer que o país estava em paz, pois os jornais não podiam divulgar nada contra o governo. O governo proibiu quinhentos filmes, quatrocentas peças de teatro, duzentos livros e milhares de músicas. Segurança e desenvolvimento eram os objetivos do governo militar. A segurança era garantida mediante a repressão e a censura. Já o desenvolvimento vinha de grandes projetos financiados com o dinheiro vindo do exterior.

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