quinta-feira, 22 de maio de 2014

Especial 50 Anos da Ditadura no Brasil: A cultura

As relações entre o governo militar e os setores da sociedade ligados à produção cultural foram, desde abril de 1964, marcas pela tensão. Uma das formas pelas quais a ditadura lidou com o mundo das artes e da literatura foi a censura e a repressão. Ao mesmo tempo, o governo tentou criar novos órgão de produção cultural sob seu controle, como a Empresa Brasileira de Filmes e a Fundação Nacional de Arte, que tinham como objetivo controlar a produção e a distribuição da arte (filmes, musicas, peças de teatro, etc.) no Brasil durante a ditadura. A grande maioria dos artistas, cineastas, compositores e escritores, reagiu protestando. Mas que forma fizeram isso? Utilizaram as artes!
 
Atrizes brasileiras marchando contra a Ditadura
 
A Música, a Literatura e o Teatro durante a Ditadura

A música de protesto, surgiu durante a ditadura militar e tinha como objetivo criticar a situação política e social do país.     Um exemplo disso é a música “Pra não dizer que não falei de flores” de Geraldo Vandré, apresentada em um festival e que tornou-se hino daqueles que eram contra a ditadura. O acirramento da censura fez com que os compositores disfarçassem suas mensagens. Outro movimento que surgiu nesse período foi a Jovem Guarda (Roberto Carlos, Erasmo Carlos, etc.) influenciados pela música jovem norte-americana, ficaram famosos por lançarem no Brasil, o iê-iê-iê, uma variação de suave de rock in roll. Esse movimento influenciou a forma de vestir e de falar de grande parte da juventude daquela época. Surgiu também nessa época o Tropicalismo. Esse movimento buscou sintonizar a música popular brasileira com a música pop internacional e, ao mesmo tempo, resgatar algumas manifestações tradicionais da cultura brasileira. Fizeram parte deste movimento artistas como: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee, etc. O tropicalismo não se restringiu somente a música destacando-se também no teatro. Já na literatura e no teatro, para driblar a censura e denunciar a opressão política, os escritores da época disfarçavam suas obras através de romance-reportagens e de obras realistas fantásticas. A primeira produção denunciava prisões, tortura, perseguições políticas. Já a segunda analisava e denunciava a situação irreal do país.

Os Festivais

Um dos veículos utilizados por compositores e cantores para fazer chegar sua produção ao grande público foram os festivais de música popular organizados pelas emissoras de televisão Excelsior e Record, em São Paulo, entre 1965 e 1967. 

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