Especial 50 Anos da Ditadura no Brasil: A cultura
As relações entre o governo militar e os
setores da sociedade ligados à produção cultural foram, desde abril de 1964,
marcas pela tensão. Uma das formas pelas quais a ditadura lidou com o mundo das
artes e da literatura foi a censura e
a repressão. Ao mesmo tempo, o governo tentou criar novos órgão de
produção cultural sob seu controle, como a Empresa
Brasileira de Filmes e a Fundação
Nacional de Arte, que tinham como objetivo controlar a produção e a
distribuição da arte (filmes, musicas, peças de teatro, etc.) no Brasil durante
a ditadura. A grande maioria dos artistas, cineastas, compositores e
escritores, reagiu protestando. Mas que forma fizeram isso? Utilizaram as
artes!
Atrizes brasileiras marchando contra a Ditadura
A Música, a Literatura
e o Teatro durante a Ditadura
A música de protesto,
surgiu durante a ditadura militar e tinha como objetivo criticar a situação
política e social do país. Um exemplo
disso é a música “Pra não dizer que não falei
de flores” de Geraldo Vandré, apresentada em um festival e que tornou-se
hino daqueles que eram contra a ditadura. O acirramento da censura fez com que
os compositores disfarçassem suas mensagens. Outro movimento que surgiu nesse
período foi a Jovem Guarda (Roberto Carlos, Erasmo Carlos, etc.)
influenciados pela música jovem norte-americana, ficaram famosos por lançarem
no Brasil, o iê-iê-iê, uma variação de suave de rock in roll. Esse movimento
influenciou a forma de vestir e de falar de grande parte da juventude daquela
época. Surgiu também nessa época o Tropicalismo.
Esse movimento buscou sintonizar a música popular brasileira com a música pop
internacional e, ao mesmo tempo, resgatar algumas manifestações tradicionais da
cultura brasileira. Fizeram parte deste movimento artistas como: Caetano
Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee, etc. O tropicalismo não se restringiu somente a
música destacando-se também no teatro. Já na literatura e no teatro, para
driblar a censura e denunciar a opressão política, os escritores da época
disfarçavam suas obras através de romance-reportagens e de obras realistas
fantásticas. A primeira produção denunciava prisões, tortura, perseguições
políticas. Já a segunda analisava e denunciava a situação irreal do país.
Os Festivais
Um dos veículos utilizados por
compositores e cantores para fazer chegar sua produção ao grande público foram
os festivais de música popular organizados pelas emissoras de televisão
Excelsior e Record, em São Paulo, entre 1965 e 1967.


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