Especial 50 anos da Ditadura Militar no Brasil: Repressão: Prisões, Torturas, Assassinatos
O governo militar (chamado de Anos de
Chumbo) reprimiu duramente as manifestações (guerrilha e os grupos de
esquerda). Centenas de militantes foram presos. Muitos outros foram mortos. Os
presos eram submetidos a torturas
para revelar o nome dos companheiros de luta e os planos das organizações a que
pertenciam. A seguir alguns tipos de torturas utilizadas pelo DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações - Centro de
Operações de Defesa Interna) para conseguir informações dos militantes
contrários a ditadura militar:
Pau-de-arara
Cadeira
do dragão: Era
uma espécie de cadeira elétrica, os presos sentavam pelados numa cadeira
revestida de zinco ligada a terminais elétricos. Quando o aparelho era ligado
na eletricidade, o zinco transmitia choques a todo o corpo. Muitas vezes, os
torturadores enfiavam na cabeça da vítima um balde de metal, onde também eram
aplicados choques
Pau-de-arara:
É uma das mais
antigas formas de tortura usadas no Brasil (já existia nos tempos da escravidão).
Com uma barra de ferro atravessada entre os punhos e os joelhos, o preso ficava
pelado, amarrado e pendurado a cerca de 20 centímetros do chão. Nessa posição
que causa dores atrozes no corpo, o preso sofria com choques, pancadas e
queimaduras com cigarros.
Choques
elétricos: As
máquinas usadas nessa tortura eram chamadas de "pimentinha" ou
"maricota". Elas geravam choques que aumentavam quando a manivela era
girada rapidamente pelo torturador. A descarga elétrica causava queimaduras e
convulsões - muitas vezes, seu efeito fazia o preso morder violentamente a
própria língua.
Espancamentos:
Vários tipos de
agressões físicas eram combinados às outras formas de tortura. Um dos mais
cruéis era o popular "telefone". Com as duas mãos em forma de concha,
o torturador dava tapas ao mesmo tempo contra os dois ouvidos do preso. A
técnica era tão brutal que podia romper os tímpanos do acusado e provocar
surdez permanente.
Soro
da verdade: O
tal soro é o pentotal sódico, uma droga injetável que provoca na vítima um
estado de sonolência e reduz as barreiras inibitórias. Sob seu efeito, a pessoa
poderia falar coisas que normalmente não contaria - daí o nome "soro da
verdade" e seu uso na busca de informações dos presos. Mas seu efeito é
pouco confiável e a droga pode até matar.
Afogamentos:
Os torturadores
fechavam as narinas do preso e colocavam uma mangueira ou um tubo de borracha
dentro da boca do acusado para obrigá-lo a engolir água. Outro método era
mergulhar a cabeça do torturado num balde, tanque ou tambor cheio de água,
forçando sua nuca para baixo até o limite do afogamento.
Geladeira:
Os presos
ficavam pelados numa cela baixa e pequena, que os impedia de ficar de pé.
Depois, os torturadores alternavam um sistema de refrigeração superfrio e um
sistema de aquecimento que produzia calor insuportável, enquanto alto-falantes
emitiam sons irritantes. Os presos ficavam na "geladeira" por vários
dias, sem água ou comida.
Palmatória: Os torturadores usavam uma raquete de madeira, bem
pesada, para bater em suas vítimas. Geralmente, este instrumento era utilizado
em conjunto com outras formas de tortura, com o objetivo de aumentar o
sofrimento do acusado. Com a palmatória, as vítimas eram agredidas em várias
partes do corpo, principalmente em seus órgãos genitais.
Esses tipos de torturas foram
utilizados por brasileiros contra outros brasileiros e é um dos capítulos mais
tristes da história do Brasil.


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