terça-feira, 17 de agosto de 2010

E por falar em cidadania...

E a educação como vai? Aos trancos e barrancos sofrendo com os buracos e solavancos dessa estrada esfarrapada e desassistida por qualquer governo. Eis, de maneira não poética, um retrato insensato da educação brasileira. Tornou-se um lamaçal tão característico dos caminhos esquecidos de nossos rincões que vez pó outra vemos nos noticiários. A nossa educação está como aqueles caminhões carregados e atolados: o produto final já chega apodrecido. Quando chega. Não é um bom início constatar essa triste realidade, mas o fato é que algo de errado está há muito tempo solapando o desenvolvimento desse país tropical bonito por natureza. E que beleza, se em fevereiro temos carnaval, porque isso distancia um pouco nossa atenção. Contudo, essa crítica se tornou só mais um lugar-comum, pois as mentes abertas hoje falam em educação como redentora da cidadania. E como falam em cidadania? Carteira assinada! Infelizmente é isso: não formamos mais cidadãos conscientes de sua ocupação moral e ética na sociedade. Aquela qualidade política que Pedro Demo ressalta em seu livro “Um Brasil mal-educado” (Champagnat, 1996), capaz de realmente intervir nessa realidade caótica brasileira. Formamos um exercito de consumidores para usufruir da “liberdade de consumo”, “a única que deu certo até hoje”, segundo uma personagem do filme “Cronicamente inviável” (Sérgio Bianchi, 2000). Ser cidadão hoje significa consumir. Para consumir é preciso trabalhar para poder comprar. E para trabalhar é preciso que o “colaborador” saiba mais que apenas apertar botões.
Nossa educação vai mal e isso não é de hoje. Esse ataque neoliberal às políticas educacionais só revela o quão vulneráveis estamos a essa ótica perdulária de nosso possível potencial criador. Se, ideologicamente as vítimas do processo educacional não conseguem intervir em sua própria realidade, como poderão criar uma consciência política de embate? Não podemos simplesmente aceitar a desculpa fajuta de que “a culpa é do neoliberalismo” é uma suposta invenção dos intelectuais de esquerda. A crise está posta e não é por causa das pobres almas carentes ou dos que os representam (e quem não os representa, não é?). A superação dessa disputa ideológica também é fundamental para sustentar uma verdadeira revolução na educação. Não podemos aceitar que a educação seja tratada como mero recurso à produtividade. Há ainda que se tratar de um ponto aqui: a ideologia da competição e volumoso louvor à meritocracia. Como entender um curso técnico chamado “Gestão de recursos humanos”? São seres humanos realmente ou apenas recursos? Recursos naturais? Ou essa bela tentativa de chamar os trabalhadores de ‘colaboradores’? Colaboram com quem, com o lucro do patrão? Ou só colaboram para que o sistema continue sugando a tudo e todos? E os best-sellers caminham também nessa direção, com títulos e conteúdos exclusivamente voltados para aqueles que querem vencer, competir, se dar bem nesse nicho mercadológico do lucro incessante! Tudo voltado para uma lógica excludente. A competitividade exacerbada toma seu lugar da educação. Enquanto ter for mais importante... Isso já estamos cansados de ouvir. Porque, então, continuamos esquecendo do ser? Porque TER é ainda o mais importante. Se você não tem, está fora do sistema. Ou façamos a educação mudar esse mundo, ou a educação vai continuar sendo apenas o que é: um excelente aparato ideológico a serviço do Estado, como diria Althusser. E o Estado existe por diversas funções, mas podemos observar facilmente que uma delas não é oferecer igualdade social e econômica. Uma pena.

Prof. Wagner Fonseca, 20 de julho de 2010

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Para Olhar e Pensar!!

Lançamento das Bombas Nucleares de Hiroshima e Nagazaki: 65 Anos

Como ja conhecemos, a II Guerra Mundial, foi um conflito armado que envolveu diversos países e que teve proporções mundiais. A guerra envolveu dois grupos distintos: Os Aliados: Compostos por Inglaterra, França e Russia; e pelo Eixo: Alemanha, Itália e Japão. Em 1941 o Japão atacou a base militar norte-americana de Pearl Harbor no Oceano Pacífico (Havaí) fazendo com que os estados Unidos entrassem no conflito ao lado das forças aliadas. Em 8 de maio de 1945 devido a grandes baixas e com o suicidio de Hitler, o exercito alemão se rendeu. Porém os japoneses teimavam em continuar não querendo assinar sua rendição. Então, em 6 de agosto de 1945, os norte-americanos lançaram uma bomba atômica sobre a cidade de Hiroxima (Japão), causando a morte de cerca de 100 mil pessoas, ferindo outras 100 mil e destruindo 60% das casas e prédios da cidade. Já no dia 9 do mesmo mês, foi a vez de Nagasáqui: mais 60 mil mortos e 100 mil feridos. Diante desse espetáculo de destruição, o Japão assinou sua rendição. O lançamento dessas duas bombas sobre o Japão tinha também o objetivo de mostrar a União Soviética o poderio bélico norte-americano. Embora aliados contra a Alemanha, Estados Unidos e União Soviética constituíam pólos políticos opostos, um capitalista e outro socialista.


 
Bomba Lançada Sobre Hiroshima

Aviadores Responsáveis por Lançar a Bomba
Sobre Hiroshima - Atrás Avião que Lançou a Bomba
Enola Gay.

Hiroshima destruída após o Lançamento da Bomba

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Carros Antigos

1910 Rolls Royce Silver Ghost

1912 trojan
1924 Studebaker Sedan 2 portas
1928 Isotta Fraschini Coupe 8ASS
1932 Delage D8


História do Automóvel

A palavra automóvel vem do grego auto (por si próprio) e do latim mobilis, (mobilidade). Ele geralmente é destinado ao transporte de passageiros ou mercadorias, sendo um dos meios de transporte mais populares do mundo. O primeiro veículo motorizado a ser produzido com propósito comercial foi um carro com apenas três rodas. Este modelo foi produzido, em 1875, pelo alemão Karl Benz e possuía motor a gasolina, uma novidade para a época, pois até este momento, os motores eram movidos a vapor.

O Benz Velo (1885), introduzido dez anos depois do primeiro automóvel.


Com o passar do tempo foram surgindo outros modelos, vários deles com motores de dois tempos (motor de combustão interna), inventado, no ano de 1884, por Gottlieb Daimbler. Em 1892, Henry Ford produziu seu primeiro Ford nos Estados Unidos. Este foi o percussor de muitos modelos que vieram posteriormente. Já os ingleses demoraram um pouco mais em relação aos outros países europeus devido à lei da bandeira vermelha (1862), que forçava aos veículos a transitar com uma pessoa a sua frente, segurando uma bandeira vermelha como sinal de aviso. O Lanchester foi o primeiro carro inglês, logo após, vieram outros como: Subean, Swift, Humber, Riley, Singer, Lagonda, etc. No ano de 1904, surgiu o primeiro Rolls Royce com um radiador que não passaria por nenhuma transformação até os dias atuais. Na França (De Dion Bouton, Berliet, Rapid), na Itália (Fiat, Alfa-Romeo), na Alemanha (Mercedes-Benz), já a Suíça e a Espanha partiram para uma linha mais potente e luxuosa: o Hispano-Suiza. Após a Primeira Guerra Mundial a produção automobilística se intensificou, pois, os fabricantes partiram para uma linha de produção mais barata, os automóveis aqui seriam mais compactos e fabricados em séries. Tanto Henry Ford, nos Estados Unidos, quanto Willian Morris, na Inglaterra, produziram modelos como: o Ford, o Morris e o Austin. Estes, tiveram uma saída impressionante das fábricas. Impressionados com o resultado, logo outras fábricas começaram a produzir veículos da mesma forma, ou seja, em série. Este sistema de produção ficou conhecido como fordismo. Já no caso do Brasil e também em outros países da América Latina, esta evolução automotora chegou somente após a Segunda Guerra Mundial.


Romi-Isetta, o primeiro automóvel produzido em território brasileiro.


Na década de 1930, fábricas estrangeiras, como a Ford e a General Motors, colocaram suas linhas de montagem no país, aproveitando-se da mão-de-obra barata e da matéria-prima abundante. Porém, somente em 1956, durante o governo de Juscelino Kubitschek que as multinacionais automotivas começaram a montar os automóveis em território brasileiro. Primeiramente fabricaram caminhões, camionetas, jipes, furgões e, finalmente, carros de passeio. Esta indústria foi iniciada pela Fábrica Nacional de Motores, que era responsável pela produção de caminhões pesados. Posteriormente vieram: automóvel JK com estilo Alfa-Romeo, Harvester, Mercedes-Benz do Brasil com seus caminhões e ônibus, a Scania-Vabis e a Toyota. Logo depois, carros de passeio e camionetes começaram a ser fabricados: Volkswagem, DKW-Vemag, Willys-Overland, Simca, Galaxie, Corcel (da Ford), Opala (da Chevrolet), Esplanada, Regente e Dart (da Chrysler). Todos estes veículos, embora montados no Brasil, eram projetados nas matrizes européias e norte-americanas, utilizando a maioria de peças e equipamentos importados. Diferente de antigamente, hoje o automóvel possui características como conforto e rapidez, além de ser bem mais silencioso e seguro. Nos últimos anos, os carros vêm passando por inúmeras mudanças, e estas, os tornam cada vez mais cobiçados por grande parte dos consumidores. Todo o processo de fabricação gera milhões de empregos em todo mundo e movimenta bilhões de dólares, gerando lucros para as multinacionais que os fabricam.