quarta-feira, 27 de outubro de 2010

História dos Instrumentos Musicais Modernos – Parte 1

Acho que quase todas as pessoas desse mundo já tiveram a vontade de tocar algum instrumento musical. Muitos tocam, outros enrolam. Mas, a grande maioria toca mesmo por diversão. Abaixo segue a História de alguns instrumentos musicais modernos muito utilizados:

Bateria: Bateria é um conjunto de tambores e pratos destinados à produção musical rítmica. Os tambores são, provavelmente, os instrumentos mais antigos da humanidade, tendo-se vestígios de seu uso na Pré-história, mais precisamente no período Neolítico. Os antigos tambores baseavam-se em pedaços de tronco de árvore oco, cobertos nas bordas com a pele de algum réptil ou couro de peixe, e estavam presente em diversas atividades festivas e religiosas das mais antigas civilizações. No século XX, as baterias (conjunto de tambores) se tornaram famosas pela sua utilização em bandas militares, orquestras, etc. Nesta época, cada pessoa tocava uma coisa de cada vez: um tocava o bumbo; outro tocava a caixa; e uma terceira pessoa tocava os pratos, os blocos de madeira e fazia os efeitos sonoros. A partir do desenvolvimento do pedal, por William F. Ludwig, em 1910, foi possível atribuir a uma só pessoa, muitas funções que antes eram atribuídas a diversas. Com a invenção dos suportes para as caixas e tambores, surgiu a idéia de acoplar tudo em um só instrumento, originando a bateria como conhecemos atualmente ou “trap set”, como foi denominada na época.

Violão: Em razão de sua praticidade, baixo custo e do fato de não precisar de uma conexão elétrica, a guitarra clássica ou violão, como é conhecido no Brasil, é um dos instrumentos mais populares atualmente. A hipótese mais aceita a respeito da origem do instrumento é a que relata que o mesmo é uma derivação de um antigo instrumento árabe chamado alaúde. Este instrumento teria penetrado na Europa por meio das invasões muçulmanas na Península Ibérica e se adaptado perfeitamente às atividades culturais do contexto europeu, sendo inclusive, um objeto da nobreza. O violão desenvolvido na Espanha passou a se chamar vihuela. O mesmo tinha o formato de “oito”, com incrustações laterais; um fundo plano; além de quatro pares de cordas tocados com os dedos, o que produzia um som bastante suave. A partir da vihuela, o violão de antigamente, surgiu outro conhecidíssimo instrumento: a guitarra elétrica. Curiosidade: somente no Brasil existe a palavra “violão”. No resto do mundo, as pessoas se referem a este instrumento por “guitarra”. Já a “nossa guitarra”, para eles é “guitarra elétrica”, o que gera confusão em muitas pessoas.

Microfone: O microfone é um instrumento muito útil na atualidade, serve para transformar o som em energia elétrica, e quase sempre, essa energia é “jogada” em um amplificador, fazendo com que haja a amplificação do som com um menor esforço vocal. No dia 4 de março de 1877, Emile Berninder criou o primeiro microfone. Porém, o primeiro instrumento utilizável foi criado simultaneamente por Alexander Graham Bell, que em seus laboratórios o aperfeiçoou muito. O desenvolvimento do microfone foi muito importante para o surgimento de outras invenções nos anos posteriores, como o rádio e a televisão, por exemplo. Além disso, a invenção foi extremamente necessária nas guerras e combates de qualquer fim, para transmitir e receber mensagens. É muito provável que sem o microfone, também não haveria a popularização de bandas e conjuntos musicais.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A Origem do Dia do Professor

O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil. No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida. Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor. Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano. O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil. A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".