sábado, 14 de abril de 2012

Titanic - 100 anos de uma Tragédia

 Foto do RMS Titanic em 10/04/1912

O Titanic foi um navio transatlântico construído na Irlanda do Norte. Na noite de 14 de abril de 1912, durante sua viagem inaugural, entre Southampton, na Inglaterra, e Nova York, nos Estados Unidos, chocou-se com um iceberg no Oceano Atlântico e afundou duas horas e quarenta minutos depois, já na madrugada do dia 15 de abril. Até o seu lançamento em 1912, ele fora o maior navio de passageiros do mundo. Com 2.240 pessoas a bordo o naufrágio resultou na morte de 1.523 pessoas,tornando como uma das piores catástrofes marítimas de todos os tempos. O Titanic provinha de algumas das mais avançadas tecnologias disponíveis da época e foi popularmente referenciado como "inafundável" - na verdade, um folheto publicitário de 1910, da White Star Line, sobre o Titanic, alegava que ele fora "concebido para ser inafundável". Foi um grande choque para muitos o fato de que, apesar da tecnologia avançada e experiente tripulação, o Titanic não só tenha afundado como causado grande perda de vidas humanas. O frenesi dos meios de comunicação social sobre as vítimas famosas do Titanic, as lendas sobre o que aconteceu a bordo do navio, as mudanças resultantes no direito marítimo, bem como a descoberta do local do naufrágio em 1985 por uma equipe liderada pelo Dr. Robert Ballard fizeram a história do Titanic persistir famosa desde então. O fascínio pela trágica história do famoso transatlântico ficou demonstrado quando da exibição do filme “Titanic”, de James Cameron. Exibido em fins de 1997 e durante todo o ano de 1998, o longa-metragem de 194 minutos de duração, com orçamento recorde de US$ 200 milhões, arrebatou 11 Oscars e encantou platéias do mundo inteiro, resultando numa das maiores bilheterias da história do cinema, somando um total de US$ 1,9 bilhões. Com o sucesso do filme, o interesse pelo Titanic intensificou-se ainda mais, surgindo centenas de livros, estudos, debates e novas teorias a respeito da causa do naufrágio.

Rota Prevista para o Titanic

Curiosidades sobre o Titanic
  • 14 anos antes da trágica viagem, um escritor de nome Morgan Robertson escreveu um livro dramático intitulado Futilidade, que narrava a história de um navio de nome Titan, considerado indestrutível, que em uma noite fria de Abril, choca-se com um iceberg e afundava. O mais assombroso é que tanto o número de mortes referido na história, como a capacidade do navio fictício, e a maioria das características técnicas do Titan eram exatamente iguais às do Titanic. Para muitos, não passou de uma estranha e arrepiante coincidência e, para outros, terá sido uma premonição e, consequentemente um aviso deixado por Morgan sobre o desastre.
  • Supõe-se que se a colisão do Titanic com o iceberg tivesse sido frontal, apenas um compartimento ou no máximo 2 teriam ficado destruídos, sendo que o fecho das comportas automáticas solucionaria o problema, e a viagem poderia prosseguir normalmente.
  • Também se supõe que, caso o iceberg tivesse sido visto meio minuto antes, a colisão teria sido evitada.
  • Ao ter sido visto o iceberg, o 1º Oficial ordenou a inversão de marcha dos motores do navio. Porém, à velocidade a que o navio navegava, mesmo o inigualável poder de torção para as hélices de seus motores não era suficiente para parar 46.000t que seguiam a 21 nós, naquele curto espaço que ditava o Titanic do iceberg. Contudo, se tivessem mantido os motores em marcha normal a todo o vapor, e simplesmente tivessem virado o leme, o Titanic teria se desviado do iceberg, conseguindo contorná-lo e assim evitar a colisão, sendo apenas necessário corrigir depois a direção que o Titanic tomaria.
  • Popularmente acreditava-se que os vigias no cesto do mastro deveriam ter binóculos, em decorrência do fato de que iriam passar numa zona de icebergs. O não fornecimento do material gerou duras críticas por parte de entusiastas desinformados, alegando que os vigias tiveram de trabalhar à vista desarmada. Havia quem acreditasse ainda que com os binóculos, os procedimentos de emergência poderiam ter sido efetuados muito antes, pois o iceberg teria sido visto ao longe. Hoje já é de conhecimento geral o fato de que em noites como a que o Titanic afundou, os marinheiros não procedem com o uso deste equipamento, visto que em decorrência das miragens oceânicas o mesmo se torna impreciso e enganoso, sendo mais seguro fazer a vigia a olho nu.
  • Na altura da colisão, a tripulação do Titanic pareceu ter avistado luzes no céu e no mar que, seriam do navio SS Californian, menor, a cerca de 16 km (cerca de 8 milhas marítimas). O Titanic lançou fogos de artifício para pedir ajuda e, o outro navio pareceu aproximar-se. Porém, as luzes desapareceram de repente. Consta que seria o Californian, que se recusou a ajudar o Titanic.
  • O caso do naufrágio gerou um filme de enorme sucesso, que também se chama Titanic estrelado pelo premiado ator norte-americano Leonardo DiCaprio. O navio utilizado no filme, é idêntico ao que naufragou, porém, a embarcação que foi utilizada nas gravações, é 10 metros menor que o navio original.
Titanic deixando o porto Southampton, Inglaterra, com destino à cidade de Nova Iorque.


Guerra das Malvinas: 30 Anos

A Guerra das Malvinas foi um conflito armado que envolveu a Grã-Bretanha e Argentina no começo dos anos 80. Estava em disputa, o controle de um pequeno arquipélago no Atlântico Sul, as ilhas Malvinas (conhecidas em inglês como Falklands). A Grã-Bretanha ocupa e administra as ilhas desde 1883, mas os argentinos, cujo litoral fica só a 480 quilômetros do lugar, nunca aceitaram esse domínio. Em 1982, o ditador argentino Leopoldo Galtieri lançou uma invasão às ilhas. No dia 2 de abril daquele ano, as tropas argentinas tomaram a capital das Malvinas, Stanley. A invasão tinha razões políticas: como as coisas não iam bem no país o general Galtieri (acusado de má administração e de abuso contra os direitos humanos), ocupou as Malvinas esperando unir a nação e limpar a barra do seu governo. Mas ele não contava que a Grã-Bretanha reagisse prontamente à invasão, enviando 28 mil combatentes a guerra. Os generais argentinos achavam que os Estados Unidos iriam se manter neutros, mas resolveram apoiar os britânicos, seus aliados na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Fornecendo armas, os americanos deram uma força as tropas da Elizabeth II. Turbinados pelo apoio norte-americano, os britânicos bateram os argentinos em pouco mais de dois meses. Aos nossos vizinhos, restou voltar para casa e resolver os problemas internos. Com o fiasco nas Malvinas, o regime militar argentino afundou e foi substituído por um governo civil. Do outro lado do Atlântico, a primeira-ministra britânica Margaret Thacher aproveitou os louros da reconquista para conduzir seu Partido Conservador à vitória nas eleições daquele ano.

 Jornal Brasileiro de 1982, dando a notícia da Invasão das Malvinas

Fontes: www.mundoestranho.com
www.suapesquisa.com

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O Parto através da História


Ao longo de muitos séculos, o trabalho de parto era o último grande mistério a marcar o processo de gestação de uma mulher. Desde o início da gravidez, tanto a futura mãe como sua família torcia para que o trabalho de parto pudesse se transcorrer da melhor forma possível. Caso contrário, o nascimento da criança poderia se transformar em uma dolorosa experiência capaz de oferecer diversos riscos tanto para a gestante como para a nova vida que estava por vir.
Durante muito tempo, a situação de parto foi resolvida de modo caseiro com a atuação das mulheres da casa auxiliadas por uma parteira mais experiente. Nos casos mais complicados, a falta de técnicas, aparelhos e medicamentos transformavam o nascimento em um terrível fator de risco para o bebê e para a mãe. Sendo assim, passaram-se muitas décadas até que os estudos médicos desenvolvessem alternativas seguras aos nascimentos de difícil execução.
No final do século XVI, Peter Chamberlen inventou o primeiro fórceps utilizado na retirada do recém-nascido. Nos primeiros procedimentos, a engenhoca era acoplada à cabeça da criança e puxada até que fosse integralmente retirada da mãe. Quando se realizava a remoção de um natimorto, alguns médicos utilizavam a craniotomia, um terrível procedimento médico em que se realizava a perfuração do crânio fetal até que a extração fosse possível.
No século XX, os partos passaram por uma nova revolução quando as técnicas da cesariana avançaram de modo significativo. A aplicação de anestesias, os novos procedimentos de esterilização e o emprego da incisão baixa possibilitaram que partos antes considerados fatais fossem executados com grande êxito. No entanto, em meio a tantas benesses, existem equívocos históricos e culturais quando nos reportamos a essa forma de nascimento.
O erro histórico consiste em acreditar que a cesariana foi criada graças ao famoso ditador romano Júlio César, que teria nascido desse modo. Na Roma Antiga, a incisão na barriga da mulher só acontecia quando esta já havia morrido ou quando nenhum dos dois resistia às complicações do parto normal. No caso de Júlio César, registros diversos apontam que sua mãe, Aurélia, ainda viveu depois de dar à luz ao seu ilustre filho. Sendo assim, era impossível que ela tivesse feito uma cesárea.
Do ponto de vista cultural, vemos que a popularização da cesariana nos últimos quarenta anos marginalizou outras formas de parto seguras e mais saudáveis. O medo de sentir dor ou não resistir ao trabalho de parto fez com que diversas mulheres e médicos transformassem esse processo natural em um simples procedimento técnico. Nos últimos anos, pesquisas indicam que a opção pelo parto normal reduz o risco de uma série de complicações e produz um impacto psicológico positivo na mãe e na criança.
Com isso, podemos ver que o processo de modernização dos procedimentos médicos não implica necessariamente no controle intenso dos processos fisiológicos naturais que envolvem tal situação. Não por acaso, vemos que diversos programas de saúde pública hoje incentivam a participação das tradicionais parteiras que, durante séculos, tiveram um papel fundamental para que várias vidas ganhassem o mundo. Enfim, a cesariana não pode ser mais vista como um avanço irrefutável da medicina.