domingo, 30 de março de 2014

10 Filmes Sobre a Ditadura Militar que Você deve Assistir

1) "Terra em Transe" (Glauber Rocha, 1967): Um governador demagogo apoiado pelas massas disputa o poder com um senador conservador financiado pelo capital. Entre eles, um jornalista e poeta tenta conduzir um povo "ignorante e analfabeto" à emancipação social e econômica, mas se divide, ora apoiando um, ora o outro candidato. O enredo se passa em Eldorado, país fictício mas representativo do Brasil e outras nações latino-americanas, marcados pela tensão política e agitação ideológica.

2) "Cabra marcado para morrer" (Eduardo Coutinho, 1984): A repressão às ligas camponesas e a separação de uma família na Paraíba pela ditadura são histórias que se cruzam graças à própria realização do filme, hoje um clássico do cinema documentário. As filmagens, iniciadas em 1964 para contar a história de um líder camponês assassinado, são interrompidas pelo golpe. Somente 17 depois, num contexto de abertura, as gravações são retomadas, quando a viúva rememora o passado de perseguição e lamenta o afastamento forçado dos filhos.

3) "Jango" (Silvio Tendler, 1984): Documentário relata em detalhes a trajetória política de João Goulart, da origem rica à influência getulista, das dificuldades em implementar as reformas de base ao golpe militar, do exílio no Uruguai à morte na Argentina. Sob rico acervo de imagens históricas, o narrador apresenta um presidente em busca da justiça social, mas deposto por setores "reacionários" da política e da sociedade. Destaque para contexto fidedigno e depoimentos de atores centrais da época.

4) "O que é isso, companheiro?" (Bruno Barreto, 1997): Parcialmente inspirado em livro homônimo de Fernando Gabeira, filme mistura realidade e ficção ao recontar a história do rapto do embaixador americano Charles Elbrick, em 1969, por integrantes do MR-8 e ALN, para libertar outros 15 membros da luta armada. Acusado pela esquerda de banalizar um fato histórico e seus protagonistas, o filme retrata jovens guerrilheiros ingênuos e inseguros, um diplomata bom e medroso e um torturador em crise de consciência.

 

5) "Hércules 56" (Silvio Da-Rin, 2006): Documentário reconstitui a troca de Chales Elbrick pela libertação de 15 guerrilheiros com imagens raras e depoimentos de quem participou da ação, por uns considerada a mais "bem-sucedida" da esquerda, por outros, um completo "desastre". Enquanto os idealizadores do rapto contrapõem versões ao redor de uma mesa, alguns dos libertados rememoram a difícil saída do Brasil a bordo do avião da FAB Hércules 56, rumo ao exílio no México, Paris e Cuba.

6) "Pra frente, Brasil" (Roberto Farias, 1982): Trabalhador de classe média é preso e torturado após ser confundido com um "subversivo". O enredo se passa em 1970, auge do milagre econômico e da conquista do tricampeonato mundial pela seleção brasileira. Em desespero, a mulher e o irmão se deparam com uma polícia que mente sobre o sumiço e empresários que financiam a repressão. De final trágico e inicialmente censurado pelo regime, é o primeiro filme que mostra abertamente a tortura.

7) "Cidadão Boilesen" (Chaim Litewski, 2009): A partir de pesquisa e entrevistas, documentário conta a vida de Henning Albert Boilesen (1916-1971). Dinamarquês naturalizado no Brasil e empresário estimado pela alta sociedade, passa a financiar a Operação Bandeirantes (Oban), centro clandestino de tortura em São Paulo. Apesar de defendido pelo filho, relatos mostram um homem que sentia prazer nas sessões de tortura e fornecia carros da Ultragaz, que presidia, para perseguir guerrilheiros.

8) "Lamarca"  (Sérgio Rezende, 1994): Adaptação da biografia de Carlos Lamarca, ex-capitão do Exército que deserta e se torna líder da VPR. O longa alude a episódios conhecidos da luta armada, como o sequestro do embaixador suíço e o roubo da fortuna do ex-governador Adhemar de Barros. Alternando os dois últimos anos de vida de Lamarca com flashbacks de seu passado, o filme retrata suas ações de guerrilha urbana, com assaltos a banco, e sua caçada e morte no sertão da Bahia.

9) "Marighella" (Isa Grinspum Ferraz, 2011): Dirigido e narrado pela sobrinha que pouco conheceu o comunista baiano fundador da Ação Libertadora Nacional (ALN), grupo armado de combate à ditadura, o documentário desvela a intimidade de um homem afável, poético e sensível. Com depoimentos de familiares e ex-companheiros do Partido Comunista, o filme perpassa momentos históricos importantes vividos por Carlos Marighella, que enfrentou não só a ditadura militar, mas também o Estado Novo.

10) "O dia que durou 21 anos" (Camilo Tavares, 2013): Gravações telefônicas e telegramas diplomáticos dissecam apoio dos EUA ao golpe que derrubou João Goulart em 1964. Conversas e memorandos do embaixador americano Lincoln Gordon com os presidentes John Kennedy e Lyndon Johnson revelam tentativas de influenciar as Forças Armadas, propagandear Jango como ameaça comunista e prever etapas do golpe. Documentário também detalha a Operação Brother Sam e traz análises de especialistas.

Especial 50 Anos da Ditadura Militar no Brasil (1964 - 1985)

A Ditadura Militar foi o período da política brasileira em que os militares governaram o Brasil. Esta época vai de 1964 a 1985. Caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o regime militar.




O golpe militar de 1964: A crise política se iniciou com a renúncia de Jânio Quadros à presidência do Brasil em 1961. Pela constituição assumiria seu vice, João Goulart (Jango). Jango estava em visita oficial à China. Assumiu interinamente o governo, o presidente da câmara, Ranieri Mazzilli. As elites brasileiras tentaram impedir a posse de Jango pois viam-no como comunista e usaram a própria visita à China como argumento. Grupos militares e políticos anticomunistas estavam dispostos a impedir a posse de Jango. Este era ameaçado de ser preso caso desembarcasse no Brasil. Mas esses grupos encontraram resistência, especialmente no Rio Grande do Sul, onde o governador Leonel Brizola liderou a “Campanha da Legalidade”, com o apoio dos próprios militares daquele estado. Os legalistas defendiam o cumprimento da Constituição, a qual afirmava que, com a renúncia do presidente quem deveria assumir o governo era o vice-presidente. Os golpistas perceberam que, se insistissem em impedir a posse do vice-presidente eleito, o país ficaria ameaçado por uma guerra civil. O congresso encontrou uma solução: Jango assumiria a presidência, mas seria adotado o sistema parlamentarista. Quem governaria seria um primeiro-ministro, escolhido pelo congresso. Com isso, esperava-se diminuir o poder do presidente. Jango, contudo, não concordava com a limitação de seus poderes e pretendia fazer reformas anunciadas durante a campanha eleitoral. Encaminhou ao congresso um projeto de lei concedendo o 13º salário aos trabalhadores. O congresso não aprovou a lei. Os trabalhadores começaram a fazer greves em apoio a Jango. Em janeiro de 1963, o presidente promoveu um plebiscito, pedindo aos eleitores que se manifestassem a favor do parlamentarismo ou do presidencialismo. A maioria dos eleitores apoiou a volta do presidencialismo. Em dezembro de 1963, com os poderes de volta, Jango decretou o monopólio estatal sobre a importação de petróleo; em janeiro de 1964, estabeleceu o controle sobre os lucros que as multinacionais mandavam para fora do país. Em março de 1964, Jango anunciou vários decretos. Entre eles, a nacionalização das refinarias particulares de petróleos e a desapropriação das propriedades com mais de 100 hectares para fins de reforma agrária. O programa de reformas de Jango incluía ainda, uma reforma eleitoral, concedendo o direito a voto aos analfabetos; reforma universitária, aumentando o número de vagas nas universidades públicas; reforma bancaria; reforma urbana, etc. Entretanto, o presidente não teve tempo para realizar seu programa. Um golpe militar derrubou Jango em 1º de Abril de 1964.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Galinha dos infernos’, o novo dinossauro encontrado nos EUA

Cientistas dos Estados Unidos acabam de anunciar a descoberta de uma nova espécie de dinossauro apelidada de “galinha dos infernos”. Os fósseis revelam uma estranha criatura, meio ave, meio lagarto, que teria um bico e também uma longa cauda. Os ossos do "Anzu wyliei", provenientes de três indivíduos, foram achados em Dakota do Sul e do Norte. O estudo foi publicado na PLOS ONE.
- Tínhamos indícios indiretos de que havia uma criatura assim por ai, mas agora, com esses ossos, temos 80% de um esqueleto completo e podemos realmente estudar em detalhes a estrutura desse animal e ainda inferir dados sobre a sua biologia - afirmou, em entrevista à BBC, Hans Sues, curador do Departamento de Paleontologia e Paleobiologia de Vertebrados do Museu Smithsonan de História Natural, em Washington DC. - Anzu é realmente bizarro, mesmo para os padrões de um dinossauro.
Do tamanho de um carro pequeno, o animal também apresenta garras e penas nos membros superiores. Ele pertence a um grupo de dinossauros conhecido como Oviraptosauria. A maior parte das evidências de sua existência vem de fósseis provenientes da Ásia
A nova espécie, no entanto, foi achada numa formação geológica americana conhecida como Hell Creek. Por conta desse nome e da aparência do animal, os cientistas o apelidaram de Hell Chicken, galinha dos infernos, em português. O novo fóssil é mais um indicativo da extrema diversidade dos dinossauros.


Fonte:  http://oglobo.globo.com/ciencia/galinha-dos-infernos-novo-dinossauro-encontrado-nos-eua-11928587#ixzz2wVfuzf2a

terça-feira, 11 de março de 2014

Fazenda do Interior Brasileiro era Campo de Trabalhos forçados Nazista!

Quando você acha que a história não vai te surpreender, ela surpreende! Em matéria produzida pela revista Galileu, fiquei abismado quando (lendo a matéria) descobri que nazistas brasileiros fizeram no interior de SP, mais propriamente, na cidade de Campina de Monte Alegre, um campo de trabalhos forçados, onde foram alojados 50 crianças vindas de um orfanato paulista! Esse fato foi descoberto pelo Sr. José Ricardo Rosa, o Tatão, onde ele descobriu tijolos que tinham símbolos nazistas (suástica) que foram utilizados na construção da fazenda.

  Senhor Tatão, segurando os Tijolos Nazistas

Outros fatos também foram descobertos que ligam os nazistas a essa fazenda, foram encontrados: fotografias da época, marcas nos animais, bandeiras, todas com o símbolo nazista!
 
O time de futebol do Cruzeiro do Sul
ergue a bandeira com o símbolo nazista.
 
Isso serve para demonstrar que a história é algo surpreendente e que ela está presente nos lugares mais inusitados  
 
Os.: esta matéria é uma adaptação e a reportagem completa pode ser lida em: